O André Marques fez um vídeo para você cantando uma música da Banda Fastball. E aí, você se lembra desse hit?
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sábado, 25 de outubro de 2014
One Hits Wonders
Hoje o blog do Noventa por Hora vai relembrar uma banda conhecida entre as "One Hits Wonders". Essas bandas são as que emplacaram ou emplacam apenas um sucesso na mídia e depois "desaparecem".
O André Marques fez um vídeo para você cantando uma música da Banda Fastball. E aí, você se lembra desse hit?
O André Marques fez um vídeo para você cantando uma música da Banda Fastball. E aí, você se lembra desse hit?
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
A onda poser do início dos anos 90
Por André Marques
Definição de banda poser: Banda em que seus integrantes
ostentam cabelos volumosos e abusam das caras e bocas, não necessariamente
acompanhadas de uma boa música. Uma das marcas do começo da década de 90 foi
sem dúvida deixada por essas bandas.
Muito influenciado pelo que se viu nos anos 80, o público da
época, sobretudo as mulheres, veneravam os rockeiros pop-stars e que se
bancavam como sexy simbols. Era a receita ideal, ainda mais com uma boa dose de
guitarras distorcidas.
Foi nesse cenário,
que bandas como Warrant, Poison, Motley Crue, Cinderella, Skid Row, entre
outras, se consagraram e fizeram seus respectivos nomes na época. Confira a
relação de cinco clipes que marcam a onda poser dos anos 90.
sábado, 18 de outubro de 2014
A arte da inovação
Por André Marques
A grande marca da música nos anos 90 é certamente a difusão.
Vários estilos se reuniram naquela época para transformar uma musicalidade rica
em culturas e estilos. A partir de hoje, todo sábado, o Noventa por Hora trará
exemplos de bandas e artistas que conseguiram criar estilos próprios e formar
tendências. Pra começo de conversa, falaremos do gênio Chico Science e sua
Nação Zumbi.
Genialidade e criatividade
Foi assim que o pernambucano Chico Science causou enorme
impacto na música brasileiro com seu disco de estreia, lançado em 1994. Com
base no maracatu, típico ritmo nordestino, Science adicionou vida à sua música
com a inclusão das guitarras distorcidas e da falta de compromisso com a música
comercial. O resultado foi uma porrada, no melhor sentido da palavra. Uma
música pesada, mas ao mesmo tempo melódica.
Com isso, estava sendo formado um novo estilo chamado Manguebit, que trouxe à tona outras
bandas da época como o Mundo Livre S/A e o Mestre Ambrósio. A cena ganhou
tamanha força a ponto de mostrar ao resto do país a qualidade do rock
nordestino, e com isso, muitas bandas ganharam destaque.
Infelizmente, o gênio se foi muito cedo. Em fevereiro de
1997, Chico Science faleceu em um acidente de carro, e a música perdeu uma das
cabeças mais brilhantes das últimas décadas. Mas o registro da genialidade está
intacto com os álbuns “Da Lama Ao Caos”,
de 1994 e “Afrociberdelia”, de 1996.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Uma das “girl groups” mais bem sucedidas da história
Por Ana Paula Barbosa
Em 1990, aterrissou em solo americano
um grupo de mulheres que dominaram o cenário do R&B durante anos, era o TLC,
grupo que trazia nas siglas as integrantes Tionne "T-Boz" Watkins,
Lisa "Left Eye" Lopes e "Chilli" Rozonda Thomas. Seu
primeiro sucesso foi “Ain't 2 Proud 2 Beg”, canção do álbum Ooooooohhh...On the
TLC Tip de 92, título que teve mais de quatro milhões e duzentas mil cópias
vendidas. Não é à toa que o TLC é mencionado na matéria do site da revista
Rolling Stone “o grupo feminino de R&B mais vendido de todos os tempos”.
Usando camisetas e calças largas bem
ao estilo de rappers americanos, as garotas do TLC traziam um “estilo
suburbano” aos seus clipes no início da carreira, tendência vista em “What
About Your Friends“, outra faixa do primeiro álbum. Ainda em 92, o trio teve a
canção “Get It Up” como uma das trilhas sonoras do filme Poetic Justice
estrelado por Janet Jackson.
O sucesso de TLC foi tão expressivo
que já no segundo álbum o CrazySexyCool, o trio vendeu mais de dez milhões de
cópias. No título estão dois dos sons mais ouvidos do grupo: "Creep"
e "Waterfalls", a segunda com uma versão mais sexy das meninas que
dançam sensualmente num clipe em que estão de top e calças largas sobre as
águas de um rio. CrazySexyCool rendeu em 95 ao TLC o Grammy de melhor
álbum de R&B. Em 2000 o feito se repetiu, dessa vez com a premiação ao
álbum FanMail, gravado um ano antes e que trouxe um som que talvez por nome
você não se lembre mas provavelmente já ouviu, a badalada “No Scrubs”, canção
que traz um clipe em um estilo futurista . “No Scrubs” também foi premiado com
o Grammy de melhor música de R&B em 2000.
![]() |
| Lisa Left Eye Lopez,integrante do TLC morta em 2002 |
Dois anos mais tarde a girl group
lançou seu último álbum o 3D. Na época, Lisa "Left Eye" Lopes faleceu
vítima de um acidente de carro o que fez o grupo findar suas atividades. Para
homenagear as meninas, em 2004 a gravadora Artista Records lançou Now &
Forever: The Hits, álbum que reúne os maiores sucessos gravados pelo grupo.
Em 2013, o título “CrazySexyCool” deu
nome a um filme produzido pelo canal de TV americano VH1 que relembra a
trajetória do TLC. De acordo com o Mixme, portal de música na internet, o filme
liderou a audiência do canal em 21 de outubro quando foi transmitido. A
publicação comenta que o filme contou com um total de 4.9 milhões de
telespectadores e foi o programa de TV mais comentado do dia no Twitter,
gerando cerca de 2 milhões de comentários na rede social.
Ainda em 2013, o TLC ensaiou uma
volta aos palcos, o assunto foi publicado em diversos portais, mas até então
não se encontram notícias sobre shows ou um novo álbum que o grupo tenha
lançado. Então pra matar a saudade do som das garotas enquanto elas não voltam,
o Noventa Por Hora relembra dois sons do TLC e traz também o trailer do filme
em homenagem as garotas nos vídeos abaixo. Divirta-se!
terça-feira, 14 de outubro de 2014
O tempo em que a Black Music não chegava ao Brasil
Por André Marques
Se fizermos um apanhado dos grandes nomes internacionais que
fazem grande sucesso no Brasil nos dias de hoje, certamente vamos encontrar
muitos nomes ligados ao hip hop e à Black Music oriunda dos EUA. Os nomes vem à
cabeça facilmente: Beyoncé, Rihanna, Bruno Mars, Pharrel, e por ai vai. Mas até
meados dos anos 90 não era bem assim, e com isso muita coisa boa do estilo não
apareceu pelo Brasil.
Talvez o momento em que o hip hop ganhou visibilidade por
aqui tenha sido o clássico “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais MC’s, que
abalou as estruturas da música brasileira no ano de 1998, tendo ganhado os
principais prêmios no VMB, a extinta e até então prestigiada festa de premiação
da MTV Brasil. A partir daquele momento, o hip hop ganhou visibilidade e fama.
Mas antes, eram raros os casos em que grandes do hip hop
mundial conseguiam destaques nas paradas de sucesso brasileiras. Algumas
exceções como o C&C Music Factory, que mesclava o rap e o eletrônico, ou
Whitney Houston que arrasou em nosso país com a balada “I Will Always Love
You”, mas foram exceções. Até 98, o hip hop e a Black Music não faziam parte do
gosto do brasileiro.
O Noventa por Hora listou grandes momentos da Black Music até
98 e que não vingaram por aqui. Infelizmente!
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
O grupo Fat Family e seu jeitinho sexy nos anos 90
Por Ana
Paula Barbosa
Formada
pelos irmãos Sidney, Celinho, Celinha, Simone, Suzetti, Kátia, Deise Cipriano e
mais tarde contando também com Suely, o grupo Fat Family ganhou reconhecimento
no cenário musical do Brasil em meados de 98, ano em que gravaram seu primeiro
álbum com o nome do grupo.
O jeito
irreverente, simpatia e o estilo musical dos irmãos com o estilo semelhante ao
de corais de igrejas batistas americanas, propunha uma novidade por aqui.
Deise, a irmã mais nova, soprano de destaque no grupo, trazia uma voz rasgada
em performances carregadas de falsetes e firulas impecáveis. “Jeito Sexy” foi o
primeiro sucesso do grupo. A canção, uma das treze do primeiro álbum, traz um
videoclipe com os irmãos cantando em coral com alguns solos de Deise e a famosa
coreografia em que eles mexem o pescoço da esquerda pra direita num jeito bem difícil
de acompanhar.
O álbum de
99, “Fat Festa” trouxe o sucesso “Eu não
vou”. Com onze canções o título inclui uma versão de “Oh, Happy Day”, o álbum
teve a premiação de disco de ouro e contou com mais de cem mil cópias vendidas.
“Fat Festa” fechou os anos 90 de Fat Family, mais adiante o grupo gravou “Série
Para Sempre: Fat Family” de 2001, álbum que trouxe a canção “Fim da Tarde”,
além de um segundo álbum no mesmo ano, o “Pra Onde For, Me Leve”.
Em 2003 os
integrantes se tornaram evangélicos, e neste ano lançaram um segundo álbum que
levava novamente o nome do grupo. Antes, em 2002 lançaram o álbum “Série
Identidade: Fat Family” e em 2004 o último álbum com músicas seculares, o
“Série Retratos: Fat Family”, com algumas regravações de canções de álbuns anteriores.
Na nova
fase em que migraram para canções evangélicas, alguns integrantes do grupo se
separaram partindo para a carreira solo e três dos irmãos, Celinho, Suzetti e
Kátia se submeteram a cirurgia de redução de estômago. Em 2011 Sidney, um dos
irmãos mais velhos do grupo faleceu por parada cardíaca, vítima de acidente
vascular cerebral. Atualmente a banda com menos integrantes tem um contrato com
uma gravadora evangélica firmado dois anos atrás, quando gravaram um videoclipe
com Mara Maravilha.
Relembre a música "Jeito Sexy" do grupo com a divertida coreografia do pescoço ;)
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Os melhores do mês de outubro de 1990 a 1999
Por André
Marques
A partir de
hoje, o blog do Noventa por Hora trará no início de cada mês um apanhado dos
grandes hits que chegaram ao primeiro lugar da parada da Billboard, uma das
mais importantes referências da música mundial. Confira os grandes campeões no
mês de outubro de 1990 a 1999.
1990 - Maxi Priest - "Close To You"
O reggae
nunca foi um estilo musical muito difundido nos EUA, e isso explica o fato do
som da Jamaica ter ganhado um toque romântico no início dos Anos 90. Por isso
mesmo, o inglês Maxi Priest conseguiu chegar ao topo das paradas em 1990 com o
seu "Close To You", que fazia parte de seu quarto disco de estúdio
chamado "Bonafide"
1991-
Mariah Carey - "Emotions"
91 foi um
dos anos mais importantes da carreira dessa cantora norte-americana. Ao lançar
o seu segundo disco, Mariah Carey mostrou ao público em todo mundo o poder de
sua voz incrível, que não encontrava limites para chegar aos tons mais
difíceis. "Emotions" talvez seja uma das canções mais brilhantes de
Mariah.
1992 - Boys II Men - "End Of The Road"
Não foi só
outubro. A balada "End Of The Road" ficou no topo da billboard de
agosto à novembro de 92. Quatro meses ininterruptos que consagraram a carreira
de um dos últimos grupos vocais norte-americanos lançados pela Motown Records.
A música fazia parte da trilha sonora do filme "O Príncipe das
Mulheres", estrelado por Eddie Murphy.
1993 - UB40 - "Can't Help Falling In
Love"
Mais um
exemplo de que o regaae adicionado ao romantismo fazia enorme sucesso junto ao
público norte-americano naquela época. Ainda mais com o apelo de uma trilha
sonora de um Blockbuster. Foi assim que os ingleses do UB40 incendiaram as
paradas com a regravação de "Can't Help Falling In Love", de Elvis
Presley. Essa versão fazia parte da trilha sonora do clássico "Invasão de
Privacidade", estrelado por Sharon Stone.
1994 -
Soundgarden - "Black Hole Sun"
O grunge
vivia a sua fase derradeira. Com a morte Kurt Cobain, em abril de 94, o
Soundgarden representou o último suspiro do movimento mais importante do rock
naquela época, com o lançamento do excelente álbum "Superunknown". E
desse disco, a balada "Black Hole Sun", que além de ter dado a devida
popularidade à banda, colocou o rock no topo das paradas.
1995 -
Coolio - "Gangsta´s Paradise"
Mais uma
canção retirada de uma importante trilha sonora da época. E quem se aproveitou
disso foi o rapper Coolio, que hoje anda um tanto quanto sumido, mas nos anos
90 foi um dos artistas que mais vendeu discos dentro da indústria do hip-hop.
"Gangsta's Paradise" fazia parte da trilha de "Mentes
Perigosas", estrelados pela eternamente bela Michelle Pfeifer. Além de
tudo isso, essa canção rendeu um Grammy ao rapper.
1996 - Los
Del Rio - "Macarena"
Não há
muito o que falar dos espanhóis do grupo Los Del Rio. A verdade é que o ritmo
denominado "Macarena" foi dançado por qualquer cidadão vivo e
saudável nos anos 90. Esse hit ficou em primeiro lugar na Billboard por quatro
meses.
1997 - Green Day - "Good Riddance (Time
Of Your Life)"
Nimroad foi
o quinto disco lançado pelos californianos do Green Day naquele mês de outubro
de 1997. E sem mais delongas, a banda chegou ao topo das paradas com a balada
"Good Riddance (Time Of Your Life)", que de uma certa forma pode ser
considerada a primeira grande balada da carreira da banda.
1998 - Aerosmith - "I Don't Wanna Miss A
Thing"
Apesar de
ser uma banda oriúnda dos anos 70, inegavelmente os anos de ouro da Aerosmith
foram os Anos 90. Muito em função de suas baladas românticas que invadiram as
rádios de todo mundo. Em mais uma de suas canções nesse estilo, a banda
conquistou o topo e ainda ajudou a lançar Liv Tyler (filha do vocalista Steven
Tyler) como atriz, já que "I Don't Wanna Miss A Thing" fazia parte da
trilha sonora de Armegedon, filme estrelado por ela e o astro Bruce Willis.
1999 - TLC
- "Unpretty"
Pra fechar
essa saga do mês de outubro nos Anos 90, vamos de TLC, importante grupo vocal
norte-americano que trazia três garotas talentosas e muito carismáticas. Após
passar toda a década de 90, emplacando hits atrás de hits, fecharam aquele
período com mais um sucesso. "Unpretty" alcançou facilmente o topo
das paradas em outubro de 99.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Pagode 90, o sucesso de grupos que retomam espaço no cenário atual
Por Ana
Paula Barbosa
Mas o Art
Popular não foi unanimidade, além dos garotos de “Valeu Demais”, sucesso do
segundo disco, o “Nova Era" gravado em 95 pela EMI, outros grupos também
bombaram em 90, caso de Katinguelê que tinha Salgadinho no vocal e estourou com
sucessos como “Inaraí” chegando a vender quase um milhão de cópias em um de
seus álbuns.
Numa versão mais descontraída e
menos romântica que os demais grupos, os anos 90 também contava com Molejo,
grupo com uma pegada irreverente como a de Anderson, o vocalista de sorriso
largo que vestia macacão jeans e fazia graça ao som de clássicos como
"Dança da Vassoura" e "Brincadeira de Criança". Anderson
também está a frente do grupo desde o inicio da formação, o “Molejão” está na
ativa até hoje.
Um dos
pontos mais altos dos anos 90, o apogeu do período, era a diversidade musical,
e por falar em apogeu, essa é uma das palavras que fez parte do repertório do
grupo Art Popular com a música “Temporal”. E é sobre grupos de pagode que
falamos hoje aqui no blog do Noventa Por Hora.
No
significado literal a palavra apogeu quer dizer “o mais alto grau”, o “ponto
culminante”, uma palavra pouco usada no nosso vocabulário informal diário, mas
nada que em noventa não pudesse ser incorporado a uma bela canção de um grupo
de pagode.
O grupo Art
Popular lançou seu primeiro disco com produção independente em 1993 tendo
Leandro Leart a frente dos vocais. Os demais integrantes eram Márcio Art,
também no vocal, Tcharlinho no pandeiro, Evandro no repique, Malli na percussão
e Denilson Pimpolho, no tantã, integrante que mais tarde foi homenageado com a
música “Pimpolho” som que até hoje é sucesso de coreografia nas festinhas dos
que pegaram essa fase de 90.
Os grupos
de pagode da época eram caracterizados por ter um vocal principal e quase todos
os demais integrantes como back vocals. Além de cantar os garotos também
dançavam juntos em coreografias ensaiadas que enlouqueciam a mulherada que
enchia os palcos dos programas de auditório que adoravam receber os grupos ou
curtiam de casa mesmo rebolando o esqueleto em frente a TV.
Mas o Art
Popular não foi unanimidade, além dos garotos de “Valeu Demais”, sucesso do
segundo disco, o “Nova Era" gravado em 95 pela EMI, outros grupos também
bombaram em 90, caso de Katinguelê que tinha Salgadinho no vocal e estourou com
sucessos como “Inaraí” chegando a vender quase um milhão de cópias em um de
seus álbuns.
O Exaltasamba grupo que surgiu no final de 80, mas teve sua
ascensão em 90 ao som de canções como "Telegrama", "É Você"
e "Gamei", contando com a rouquidão e os cabelos louros de Chrigor
Lisboa no vocal até 2002, e o vozerão de Péricles a frente do grupo até o final
do ano passado quando o Exalta se separou.
Numa versão mais descontraída e
menos romântica que os demais grupos, os anos 90 também contava com Molejo,
grupo com uma pegada irreverente como a de Anderson, o vocalista de sorriso
largo que vestia macacão jeans e fazia graça ao som de clássicos como
"Dança da Vassoura" e "Brincadeira de Criança". Anderson
também está a frente do grupo desde o inicio da formação, o “Molejão” está na
ativa até hoje.
O sucesso
dos grupos de pagode de 90 foi tão significativo que recentemente Alexandre
Pires de Só Pra Contrariar, mais um dos mais suscetíveis grupos de pagode da
época decidiu reunir a antiga formação do SPC e sair em turnê relembrando os
sucessos que fizeram. O convite se estendeu ao grupo Raça Negra, mais um
sucesso dos período que saiu junto com o SPC na retomada pós 90.
A ideia de
relembrar o pagode da década foi tão suscetível que Salgadinho, ex-Katinguelê,
Chrigor, do comecinho de Exaltasamba, e Márcio Art, do Art Popular resolveram
se juntar também em turnê com o “Amigos do Pagode 90”, grupo em que os garotos
também se juntam para rememorar os sucessos das músicas da época.
Ouça os sucessos da época:
Art Popular
Katinguelê
Molejo
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Claudinho e Buchecha e o sucesso do funk sem malícia dos anos 90
Por Ana
Paula Barbosa
Se hoje o
estilo do "funk" é trazer letras sobre ostentação, vaidade e sexo, o
ritmo lá nos anos noventa seria hoje considerado o que chamamos de “brega” no
cenário musical. Com sons que falavam de amor, gratidão e igualdade, nos anos
90 funks como “Rap da Felicidade” de Cidão e Doca famoso pelo refrão “Eu só
quero é ser feliz...” ganhavam cada vez mais espaço nacional e davam voz junto
com o rap a garotos das periferias. A
exemplo disso está a dupla carioca Claudinho e Buchecha.
Em 95, os
amigos de infância Claudio Rodrigues de Mattos (Claudinho), e Claucirlei Jovêncio de Sousa (Buchecha) ganharam pela segunda vez um concurso de rap no
bairro de São Gonçalo no Rio de Janeiro, três anos antes a dupla havia se
lançado no festival com o "Rap da Bandeira Branca” mas só em 95 com o
"Rap do Salgueiro" que a dupla virou febre no Rio conseguindo gravar
já em 96 seu primeiro disco intitulado com o nome deles produzido pela
Universal Music. O álbum contou com 13 faixas, dentre elas “Tempos Modernos” de
Lulu Santos, as demais foram todas de autoria da dupla, a mais suscetível “Conquista” virou hit rendendo sucesso nas rádios e visitas dos cariocas aos
programas de TV.
Em 97 a
dupla lançou “A Forma”, álbum com 14 faixas também da Universal, foi aqui que
Claudinho e Buchecha trouxeram “Quero Te Encontrar”, uma das mais famosas
músicas da dupla. A pegada romântica ainda se mantinha e os garotos
aproveitavam o carisma para inovar com coreografias e brincadeiras no palco.
Foi neste ano que ganharam a estatueta de artista revelação na premiação Video
Music Brasil da MTV.
A música
“Só Love”, fez parte do álbum de 98 que leva o mesmo título, aqui os garotos
trouxeram também a música “Xereta”, mais ritmada e coreografada que as love
songs, que produziam de costume. O álbum “Só Love” teve mais de 500 mil cópias
vendidas.
Em 99
Claudinho e Buchecha lançaram seu primeiro álbum ao vivo, novamente intitulado
com o nome da dupla. O disco trouxe a regravação dos grandes sucessos
deles. Já em 200 a dupla lançou
“Destino” e depois “Vamos Dançar”, álbum de 2002, ano em que a caminho da turnê
de divulgação do disco Claudinho sofreu um acidente de carro e faleceu com
quase dez anos de sucesso de Claudinho e Buchecha, a mais famosa dupla de funk
dos anos 90.
Relembre o
primeiro grande sucesso do Claudinho e Buchecha
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Planet Hemp, queimando até a última ponta desde 93
Por Ana
Paula Barbosa
De
“Usuário” (1995) até “A Invasão do Sagaz Homem Fumaça” (2000), dois de três dos
álbuns de Planet Hemp, muita coisa rolou na história da banda de Marcelo D2.
A banda
surgiu a partir de um encontro entre D2 e o artesão Skunk no bairro do Catete
no Rio de Janeiro em 93. A ideia era criar um grupo de Rock, mas a falta de
habilidade instrumental dos dois membros os fez migrar para o rap, algo que
mais tarde se transformou com a chegada de Rafael Crespo, Bacalhau e Formiga,
que trouxeram guitarra, bateria e baixo ao grupo, possibilitando a junção de
uma mistura de ritmos denominada por eles como
"Raprocknrollpsicodeliahardcoreragga". Mais tarde se uniram à banda
Maurinho Branco nos Teclados, DJ Zé Gonzales, dominando o Scratches, Black
Alien e BNegão no vocal.
![]() |
| Usuário foi o primeiro disco da banda, consagrado pelos hits Legalize Ja e Mantenha o Respeito |
O “hemp” do
nome vem da palavra cânhamo, derivativa de maconha em inglês e foi extraído da
revista gringa High Times, especializada na “cannabicultura”. A história do
cultivo da maconha associado ao nome do grupo rendeu algumas dores de cabeça
por “apologia ao consumo da droga”. Mas o rótulo não inibiu o sucesso da banda,
ao contrário, a pegada irreverente e contracultura do grupo tornou a Planet
Hemp um sucesso de vendagem nos anos 90. Em “Usuário”, a banda carioca trouxe
sons como "Porcos Fardados", numa crítica a violência policial,
"Mantenha o Respeito", “Legalize já” - som que teve o videoclipe
censurado na época - e "Skunk" totalmente instrumental, numa homenagem
ao criador da banda que faleceu vítima de AIDS em 94, um ano após o surgimento
do grupo.
Em 97, a
banda lançou “Os Cães Ladram mas a Caravana Não Pára”, produzido por Mario
Caldato Jr. reverenciado por trabalhos com bandas como Beastie Boys, sucesso do
hip hop americano. O álbum que trouxe
"Queimando Tudo", "100% Hardcore" e "Nega do Cabelo
Duro" vendeu mais de 500 mil cópias e trouxe além dos ritimos já
empregados na banda influências da bossa-nova, jazz e samba.
Durante a
turnê do álbum, num concerto em Brasília a banda foi presa sob acusação de
apologia às drogas, mas com um “habbeas corpus” logo a prisão foi revogada e no
lugar da discriminação a banda conseguiu com o incidente apoio político de ONGs
pró uso de drogas leves, de ativistas e ainda mais fãs. Foi nessa época que
BNegão saiu da banda, mas ainda com participações em algumas músicas do álbum,
fase em que chegaram Black Alien no lugar de BNegão, Zé Gonzales e Apollo.
Em 97 com o
sucesso de “Os Cães Ladram mas a Caravana Não Pára”, a banda concorreu com duas
indicações ao VMB, consagrada premiação da época da MTV Brasil. Um ano depois,
Marcelo D2 deu um tempo com o Planet para gravar “Eu Tiro é Onda” nos Estados
Unidos, tendo voltado à banda em 2000 com o álbum "A Invasão do Sagaz Homem
Fumaça" que fechou o ciclo do grupo tendo como formação a volta de BNegão
ao vocal, Marcelo D2, Zé Gonzales nas picapes, Apollo nos teclados, Rafael
Crespo na guitarra e Pedrinho na bateria.
Em 2011, a
banda foi convidada a produzir o álbum “MTV ao Vivo: Planet Hemp”, título que
foi lançado em CD e DVD pela emissora. A época, a banda se separou, tendo feito
um show em 2003 num festival em Portugal e retornado recentemente em 2013 com
uma nova turnê aberta no Circo Voador – Rio de Janeiro que rememora os sucessos
de carreira do grupo.
Lembre
agora do polêmico Legalize Já, clipe de estreia da banda e que rendeu na época
uma espécie de selo de garantia da MTV Brasil, apesar da autorização de sua
veiculação apenas no horário noturno, após às 22h.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Os dois melhores discos dos anos 90?
Por André
Marques
Claro que
toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. E neste caso, ela nem se
faz presente. Mas é certo que "Blood Sugar Sex Magik" dos Red Hot
Chilli Peppers, lançado em 1991 e "Mellon Collie And The Infinite
Sadness" do Smashing Pumpkins, de 95, são duas das mais fantásticas obras
dos Anos 90, e mais do que isso, da história do rock. O Noventa por Hora vai
trazer agora uma contextualização do que representou esses lançamentos na
época.
O momento
mais genial dos Chili Peppers
Nos anos
80, a banda californiana surgiu para o cenário de maneira tímida, porém
importante. A fusão de estilos que variavam entre o rock, o funk (o orignal,
esqueçam o ritmo é conhecido como funk hoje no Brasil) e o hip hop. Toda essa
miscelânia musical, aliada ao carisma dos integrantes, transformaram a banda
nos queridinhos dos críticos norte-americanos. Mas havia ainda um certo
desconhecimento popular com relação ao trabalho dos Peppers em âmbito mundial.
No álbum de 1989, chamado "Mother's Milk", houve um despertar do público,
sobretudo devido à regravação de "Higher Ground", de Stevie Wonder.
Mas ainda não era suficiente.
O
reconhecimento tardio surgiu com o lendário "Blood Sugar Sex Magik",
um trabalho épico, que deu à banda o status (merecido) de uma das maiores
bandas do planeta. O lançamento de "Give It Away" espantou (no bom
sentido da palavra) público e crítica nos quatro cantos do planeta. Era o
segundo disco com a participação de John Frusciante na guitarra, e sua
participação nesta gravação é marcante. Todo o sucesso deste álbum se deve
muito ao produtor Rick Rubin, que isolou a banda em uma mansão que pertenceu a Rudolph Valentino, em Laurel
Canyon. Durante oito semanas, Rick usou uma estratégia diferenciada para a
gravação: os músicos tocaram frente a frente, no mesmo quarto, usando a menor
tecnologia possível, para garantir uma sonoridade crua. No clipe de "Suck
My Kiss", foram usadas imagens da gravação do disco.
O grande
sucesso de "Blood Sugar Sex Magik" foi sem dúvida a balada
"Under The Bridge", que permaneceu por 12 semanas consecutivas no
topo da parada da MTV norte-americana. Esta música foi sucesso não só nos
Estados Unidos, como no mundo. Ela foi escrita pelo vocalista Anthony Kiedis,
que fala de sua relação com as drogas. A música conta com a participação de
Gail Frusciante, uma cantora gospel que havia abandonado a sua carreira para se
tornar dona de casa. Este álbum representa o momento mais genial da carreira
dos Chilli Peppers. Relembre agora o clássico "Give It Away", talvez
o clipe mais marcante da carreira da banda.
Poucos
sabem que este é um dos maiores discos da história do rock. Fantástico.
Genial. Soberbo. E ainda faltam adjetivos para definir a obra-prima lançada
pelo Smashing Pumpkins em 1995.
A banda liderada pelo gênio Billie Corgan já havia deixado sua marca com os dois bons álbuns de estreia: Gish, de 1991 e Siamese Dream, de 1993. Após o enorme sucesso da balada "Disarm", o mundo se preparou para o lançamento de "Mellon Collie And The Infinite Sadness", o álbm duplo do Smashing Pumpkins. A pré-audições dos principais críticos de revistas especializadas em música aqueceram ainda mais as expectativas, e o lançamento confirmou o que se esperava. O mundo estava diante de um momento épico.
A banda liderada pelo gênio Billie Corgan já havia deixado sua marca com os dois bons álbuns de estreia: Gish, de 1991 e Siamese Dream, de 1993. Após o enorme sucesso da balada "Disarm", o mundo se preparou para o lançamento de "Mellon Collie And The Infinite Sadness", o álbm duplo do Smashing Pumpkins. A pré-audições dos principais críticos de revistas especializadas em música aqueceram ainda mais as expectativas, e o lançamento confirmou o que se esperava. O mundo estava diante de um momento épico.
A abertura
dos trabalhos coube à poderosa "Bullet With Butterfly Wings", que já
mostrava um Smashing Pumpkins mais inovador e desafiador. O próprio Corgan
admitiu que todo o sucesso feito pelo grunge nos anos anteriores, sobretudo com
o Nirvana, fez com que ele se sentisse pressionado, por ele mesmo, a produzir
um álbum grandioso e único. Algo que nasceu com a proposta de entrar para a
história. Dito e feito!
Os grandes
hits desse álbum foram as melódicas "1979" e "Tonight
Tonight", que se transformou em um vídeo clipe impactante dirigido pela
dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris, e rendeu a banda seis prêmios no Video
Music Awards, de 1996. Fora isso, no mesmo ano a banda concorreu a sete prêmios
Grammy. Sem a menor sombra de dúvida, os Smashing Pumpkins foram a banda mais
comentada daquele ano, e certamente a mais aplaudida.
Guardadas
as devidas proporções, algumas das canções gravadas nesse álbum lembram boa
parte do repertório do Queen, pelo flerte com orquestras, utilização de
violinos, sempre aliados ao peso de guitarras distorcidas. Essa junção foi certamente
o ponto principal do estrondoso sucesso do álbum, até porquê tudo isso foi
feito de maneira brilhante, sem parecer apelativo ou exagerado. É como se fosse
uma receita para um jantar de gala, em que cada ingrediente é adicionado após
um minucioso estudo e muito cuidado.
Infelizmente,
"Mellon Collie And The Infinite Sadness" não ocupa hoje o lugar que
merece. Em todas as eleições de grandes discos da história do rock, esse álbum
nunca aparece. Um grande equívoco. Afinal de contas, ele não fica atrás de
grandes obras de bandas mais cultuadas. O próprio destino da banda, após esse
disco favoreceu esse parcial esquecimento. Dominado pela vaidade, Billie Corgan
se deixou levar pelo sucesso e nunca mais foi o mesmo. Consequentemente, sua
banda nunca mais foi a mesma. Agora, vamos lembrar dos tempos áureos,
relembrando o premiado clipe de "Tonight Tonight".
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Skank, a banda mineira que conquistou pelas beiradas um sucesso estrondoso nos anos 90
Por Ana
Paula Barbosa
Conterrâneos
de Milton Nascimento e Sepultura, a banda Skank, de Belo Horizonte, calçou seus
pés no cenário musical em 1991, quando surgiu encabeçada por Samuel Rosa
(guitarra e voz) e seus companheiros Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti
(baixo) e Haroldo Ferretti (bateria). A ideia era trazer o clima do dancehall
jamaicano às terras tupiniquins, proposta que é viva até hoje.
Mas a
pegada jamaicana enraizada em ritmos como reggae e ska não eram os únicos
elementos do som dos mineiros. O Skank propunha uma mistura de ritmos que
envolvia desde o pop rock ao folk rock, passando pelo rock alternativo e indie.
Seu primeiro álbum de produção independente que carregou como título o nome da
banda foi lançado em outubro de 92.
O disco teve tiragem única de três mil cópias e trouxe músicas como “Tanto (I Want You)” e "Cadê o Pênalti?”. Destaque também para as faixas "indignação" e "O Homem Que Sabia Demais". Um ano depois já com contrato com a Sony Music a banda remixou o disco vendendo 250 mil cópias.
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| Primeiro disco da banda, lançado em 1992. |
O disco teve tiragem única de três mil cópias e trouxe músicas como “Tanto (I Want You)” e "Cadê o Pênalti?”. Destaque também para as faixas "indignação" e "O Homem Que Sabia Demais". Um ano depois já com contrato com a Sony Music a banda remixou o disco vendendo 250 mil cópias.
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| Disco de 1994 famoso por trazer músicas como "Pacato Cidadão" e "Jackie Tequila" |
O projeto gráfico do disco desenvolvido por Jarbas Agnelli, traz à capa do vinil a fantasia de um personagem criado pelo artista lson Lorca em comemoração à Copa do Mundo daquele ano. Quem veste a peça no disco é o baixista da banda Lelo Zaneti.
Dois anos mais tarde, os mineiros lançaram o álbum responsável pela maior vendagem de discos da banda: um milhão e oitocentas mil cópias. Este foi o “O Samba Poconé” que trouxe “É uma Partida de Futebol” como uma das faixas e foi o primeiro disco da banda a ser lançado no exterior.
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| "O Samba Poconé", 1996, teve 1.800.000 cópias vendidas |
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