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sábado, 8 de novembro de 2014

Vinte anos da parceria entre Burton e Depp com o clássico Edward Mãos de Tesoura

Por Ana Paula Barbosa

Todo primeiro contato é marcado por um registro que fica. Para Johnny Depp e Tim Burton certamente essa marca foi o filme “Edward Mãos de Tesoura”. Edward foi o primeiro personagem de Depp na parceria suscetível e clássica com Burton. O filme, de 1990, conta a história de um rapaz morador de uma mansão que torna-se vítima de um experimento de um inventor que no lugar de mãos carrega tesouras.

Após a morte de seu criador, Edward passa a morar sozinho. Solitário ele tem como hobbie podar árvores esculpindo as folhas em diversos desenhos e formas. Sem contato com ninguém Edward se limita a transitar entre jardim e interior da casa, ele nunca sai do local mas um dia é surpreendido por Peg uma revendedora Avon que vai a mansão que fica próxima a sua cidade para oferecer os produtos ao morador. Já no jardim Peg fica surpresa com a dimensão do local e deslumbrada pelas esculturas do jardineiro, o que ela não imagina no entanto é que aquilo tudo é obra de um jovem com mãos de tesoura. Enfim Peg chama alguém da casa e Edward surpreso sai para atender, mesmo chocada com o que vê Peg não hesita em conversar com o jovem e oferecer avon a ele que tem pequenos cortes no rosto por tentar se tocar. Conhecendo melhor Edward, Peg o convida a visitar a cidade, mesmo resistente ele aceita a proposta, afinal nunca conheceu outro lugar.

Na chegada a cidade Edward se torna celebridade entre as vizinhas de Peg, lá além de escultor de árvores ele é convidado a fazer cortes em cabelos e logo o dom vira sensação na vizinhança.

Mas a estada de Edward não é totalmente tranquila, ele se apaixona pela filha mais velha da vendedora avon o que deixa o namorado da garota perturbado criando conflitos com o mãos de tesoura que duram até o final do longa.

Edward Mãos de Tesoura é o primeiro filme de uma das mais incríveis parcerias do cinema mundial que dura há mais de vinte anos. Entre os clássicos da parceria entre Tim e Depp estão os filmes “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999), a refilmagem de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005), a animação “A Noiva Cadáver” (2005), o musical “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007) e o trabalho mais recente da dupla “Alice no País das Maravilhas” (2010), títulos em que a versatilidade de Depp é caracterizada.

Na lista de filmes em que esteve Johnny Depp no site Adoro Cinema constam mais de cinquenta títulos dentre os quais está a série Piratas do Caribe, em cinco produções, com o lançamento do próximo longa previsto para 2017 a série já faturou mais de três bilhões e quinhentos mil dólares em bilheteria. 

Confira aqui o trailer do primeiro clássico da parceria entre Depp e Burton! 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Hakuna Matata – longa vida a O Rei Leão, clássico Disney de 94


Por Ana Paula Barbosa


Com o terceiro lugar de maior bilheteria em filmes de animação, este ano completa-se vinte anos que a história de Simba, o leãozinho mais querido da Disney chegou às telonas a principio sem grandes pretensões e mais tarde surpreendendo seus idealizadores.

À primeira vista, a história de um leão ser acusado pelo tio malvado de ter matado o próprio pai não foi muito bem recebida pela equipe convidada a trabalhar no longa. Na mesma época, era produzido Pocahontas e alguns animadores decidiram dar mais atenção ao título deixando a história de Simba de lado. Mas quem se envolveu nos três anos da produção de O Rei Leão teve seu esforço recompensado. O filme tem a décima nona maior bilheteria da história, ganhou em 95 o Oscar de melhor trilha sonora e arrecadou mais de 780 milhões de dólares pelo mundo.

Simba é o primeiro e único filho de Mufasa e Sarabi. Seu nascimento é o maior dos eventos acontecidos na selva, marcado na animação por quatro minutos de trilha musical e a clássica cena do primata Rafiki segurando Simba com os braços esticados no topo de uma rocha apresentando o pequeno a todos os animais.


A infância de Simba no longa se passa rapidamente, com a amizade de Nala, alguns momentos com o pai, a família e brincadeiras do felino na selva. Já adolescente, Simba é pego pela artimanha do tio Scar que por inveja e desejo de dominar o reino assassina Mufasa e acusa Simba de ter matado o pai. Desolado Simba foge do reino e encontra abrigo com os divertidos amigos Timão, um suricate esperto, meio neurótico e atrapalhado e Pumba, um javali tímido que teve problemas de relacionamento na infância pelo seu odor mas que junto com Timão se tornam amigos inseparáveis, vivendo sob a filosofia Hakuna Matata, um jeito despreocupado e tranquilo de ser. Os engraçados amigões comem insetos e vivem numa boa, eles convidam Simba a fazer parte da turma e lhe ensinam sua filosofia de vida longa, o que mais tarde ajudaria o leão a tomar a decisão de voltar ou não ao reino.

Anos depois de terem feito amizade Simba reencontra Nala, que forçando a mente reconhece o amigo e tenta lhe convencer a voltar para casa. Simba é resistente pois sabe que a acusação do tio sobre ele ter matado o pai pode ter contaminado o reino, mas Nala não desiste e na companhia de Timão e Pumba levam Simba de volta.

Os anos 90 marcaram a história dos estúdios Disney, não só pelo sucesso de O Rei Leão, mas também pela produção de outras animações igualmente suscetíveis. Nós do Noventa Por Hora, listamos algumas delas pra você. Agora é só comprar a pipoca e se deliciar com filmes como A Bela e a Fera (1991), Aladdin (1992), O Corcunda de Notre Dame (1996), Pocahontas (1995), Hércules (1997), Mulan (1998) e Tarzan (1999).


Abaixo um trecho de “Hakuna Matata” com os queridos Timão e Puma na companhia de Simba. E em seguida a clássica apresentação de Simba por Rafiki a toda selva.




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

20 anos de um clássico

Por André Marques

Muitos entendem que o cinema contemporâneo se divide em duas épocas: Antes e depois de Pulp Fiction. O aclamado filme de Quentin Tarantino completa neste mês 20 anos de seu lançamento, e o Noventa por Hora relembra esta obra-prima.

Pulp Fiction foi dirigido de uma maneira estilizada, e narra três histórias diferentes, mas que são linkadas através das histórias de dois assassinos profissionais, o gângster que os chefia e sua esposa, um pugilista e um casal de assaltantes. Tudo isso vivdo na Los Angeles da década de 90. A grande sacada do filme é o foco em diálogos que exaltam alguns métodos de vida muito ortodoxos, além do deboche hilariante de seus personagens. O filme traz também uma das marcas registradas de Tarantino: Tudo é apresentado fora de uma ordem cronológica, o que não signifca um filme confuso e sem sentido. Muito pelo contrário!

O título tem como referência às revistas Pulp, famosas nos EUA entre os anos 50 e 60, que têm como norte principal a violência, além de serem conhecidas por diálogos sofisticados e muito abrangentes, além da ironia.

O ator John Travolta, protagonista de Pulp Fiction, praticamente ressurge das cinzas nesse filme, graças a indicação de Tarantino. A partir desse momento volta a ser solicitado em várias obras, o que o ajudou a derrubar o estigma de dançarino dos Tempos da Brilhantina dos anos 70. Aliás, Travolta contracena com a genial Uma Thurman em um dos momentos mais lembrados do filme, em que os dois dançam de maneira contagiante ao som de "You Never Can Tell" de Chuck Berry. Além de Travolta, o filme marcou a carreira da própria Uma e do astro Samuel L. Jackson.

Para muitos críticos de cinema, Pulp Fiction é um dos maiores injustiçados da história do Oscar. Foram sete indicações na premiação de 95, e uma só estatueta, na categoria de Melhor Roteiro Original. Fora o Oscar, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1994.

Sucesso absoluto de público e crítica, Pulp Fiction rapidamente se tornou um dos filmes mais influentes de sua época. O respeitado crítico de cinema norte-americano Gene Siskel (falecido em 1999) definiu a obra com as seguintes palavras: "a intensidade violenta de Pulp Fiction traz à mente outros filmes violentos divisores de águas que foram considerados clássicos em seu tempo, e ainda são. "Psicose", de Alfred Hitchcock (1960), "Bonnie e Clyde", de Arthur Penn (1967) e "Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick (1971). Cada um abalou uma já entediada indústria do cinema e usou um mundo de enérgicos marginais para refletir o quão monótonos os outros filmes haviam se tornado. E isso, eu creio, será a maior honra para Pulp Fiction. Como todos os grandes filmes, ele critica outros filmes."


Relembre cenas marcantes dessa obra-prima, entre elas a cena de dança supra-citada.